SEJA FELIZ AGORA!

por Gabi Picciotto

Já até virou “lugar comum” escutar que a vida é uma jornada feita de diversos momentos presentes, que se nos focarmos apenas nos “grandes” objetivos, deixamos de aproveitar tudo o que podíamos ou até perdermos a oportunidade de reconhecer a beleza da existência e vivenciar maiores momentos de felicidade.

Dai toda a ênfase em se ter clareza nas pequenas coisas que podem nos serem muito preciosas e trazerem prazeres com “retornos” quase que imensuráveis.

Esse texto é um convite para brincar, brincar de listar as pequenas coisas que lhe tragam prazer, aqueles detalhes que lhe arrancam um sorriso mesmo em dias nublados, que quando tudo parece perdido, chegam pra acalentar a alma ou que sem eles a vida poderia deixar de fazer sentido.

Para inspirar, resolvi fazer uma lista partilhando de “bate pronto” alguns dos meus pequenos prazeres. Uns são engraçados, outros eu poderia apelidar de “bobinhos”, vários talvez bem estranhos… mas no conjunto eles dizem muito de quem eu sou e fazem da minha vida muito mais colorida <3 <3 Escrevi de tudo um pouco, mais com o sentir e menos com o pensar…

Vamos lá:

O sol (sentir o sol batendo no meu rosto, aquele calor, aquele brilho, mas em especial, o contemplar de um nascer ou pôr do sol), acasos da vida, cheiro de plantas (em especial de jasmim), olhares (principalmente aqueles que lhe permitem ler uma alma ou que leem a minha), sorrisos (sabe aquelas pessoas, meros estranhos, que quando estão em um ambiente soltam um sorriso que faz tudo ficar mais vivo e brilhante?)

Rir até a barriga doer, também chorar (chorar a ponto de encher um oceano, pra lavar a alma), chás que aquecem a alma, limonadas com gosto azedinho (ainda melhores quando acompanhadas de gengibre ;), alguns beijos roubados, surpreender e ser surpreendida, ser e ter ombros amigos, algumas músicas, citações/ textos e livros que nos retratam e fazem nos sentirmos menos sozinhos e mais compreendidos, pisar na grama descalça.

Praia, o barulho das ondas do mar, o gostinho de sal do mar na boca, brincar de me perder, saber por vezes me reencontrar, se colocar nos sapatos alheios, ler pessoas, ver alguém desabrochar e viver sua essência, viajar, desvendar culturas, frio na barriga, queijos (todos eles ;), molho de tomate caseiro, chocolate, doces em geral (principalmente os meio enjoativos ahaha), pessoas que dizem o que pensam, sonhar acordada, sonhar em conjunto, amizades (das mais antigas, mas também das bem recentes que parecem que sempre ali estiveram)

Dormir tão profundamente e acordar meio perdida sem saber onde estou, experimentar pequenos prazeres alheios e roubar alguns deles pra mim, conhecer um local/ cidade através dos gostos e preferências dos demais (é como se com isso as pessoas nos mostrassem um pouquinho de suas almas e jornadas), escutar histórias de vida, pessoas interessantes (muita gente se apega primeiro à beleza mais estética, pra mim ela tem sua importância, mas nada me fascina mais do que o que chamo de pessoas interessantes, aquelas que sabem da própria autenticidade, que são ao mesmo tempo loucas e santas, que lhe fazem ver o mundo através de novas perspectivas, que por vezes intimidam, mas, sem dúvida, sempre inspiram…), filmes ou séries que me fazem por alguns minutos esquecer de tudo e viver aquele momento/história alheia.

Paisagens, natureza, correr, andar de bicicleta, me dar mimos, mimar os outros, meditar, não deixar que o medo me impeça de tentar, me abrir mesmo sabendo o quanto posso me machucar, sussurros, mergulhar no escuro, conseguir ser grata, acreditar que nada é impossível, não esperar sentada (ser capaz de fazer acontecer quando sei que depende de mim), cair mas conseguir levantar, fazer perguntas (principalmente daquelas que ou levam à reflexão, ou mostram mais sobre o outro ou “sacodem” de alguma forma)

Responder a perguntas mesmo com certo receio de assustar, brincar, falar com estranhos, me inspirar com a história de mulheres fortes pra poder seguir escrevendo a minha, me desafiar, cantar alto mesmo sem saber direito a letra da música (meus dons musicais são mesmo nulos ;), cozinhar, sardinhas (de pessoas, não o peixe ;), edredom quentinho nas noites de inverno, por vezes não fazer nada, em outras não parar quieta….

Se continuar, talvez a lista não acabe nunca… pra mim, só de escrever faz com que de certa forma eu consiga reviver momentos e me sinta mais plena… ter isso claro me faz não esquecer de como a vida vale a pena ser vivida e que ver beleza no mundo depende talvez mais de nós mesmos do que do contexto…

Deixo o convite para que reflita sobre a sua lista e espero de coração que de alguma forma essa brincadeira também possa lhe ser útil.

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Edição: Dafne Lima Equipe Luz Das Estrelas

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