NÓS E NOSSA MULTIDIMENSIONALIDADE

Nós somos seres complexos, capazes de nos adaptar aos mais diversos ambientes, somos multifacetados e comumente agimos de acordo com o que o momento pede, ninguém consegue ser um ser só centrado, pois a própria vida também é multifacetada, ou seja, é feita de momentos e cada momento pode ser vivido de maneiras diferentes sem perdermos nossa essência.
Essa multidimensionalidade tanto interna quanto externa, nos é necessária, nesta dimensão, como modo de viver em sintonia com a sociedade, pois se pudéssemos chegar ao ponto de se auto individualizar com apenas uma linha de ser, correríamos o risco de sermos excluídos da sociedade.

O ser multidimensional pode ser dividido em quatro dimensões: biológica, psíquica, social e espiritual, vejamos a seguir como se dá o desenvolvimento do ser-eu a partir destas dimensões nos dias atuais.

Do ponto de vista psíquico sabemos que o homem através dos séculos vem buscando um sentido para a existência , se conhecendo, e dessa forma encontrar a tão almejada felicidade , e realmente, apenas conhecendo a si mesmo, podemos conhecer aos outros e entender suas atitudes, pois o homem tem toda a verdade implícita em si.

Sabemos que na visão do despertar, esse seja o pouco de Deus, a centelha divina que todos temos, pois se pararmos para ouvir o nosso “coração” nas situações mais difíceis ou em questões a serem resolvidas, certamente encontraremos a resposta correta , a popularmente chamada voz da consciência, mesmo que não a queiramos ouvir, têm todas as respostas que estão em nosso interior, isto seria deixar uma espécie de fenomenologia brotar, fugindo de padrões extremamente racionais ou subjetivos.

Do ponto de vista social, temos varias opiniões e teorias, em torno da formação do homem e sua personalidade, seria genético? Seria seu ambiente social ? O que ou quem é responsável pelo que o ser humano se torna?

Segundo Jean-Jacques Rousseau (Genebra, 28 de Junho de 1712 — Ermenonville, 2 de Julho de 1778), filosofo iluminista ,

“..todo homem nasce bom a sociedade é que o corrompe”…

Podemos interpretar esta teoria também ´de outra forma , questionando o que seria este “bom”. Bom para receber ensinamentos bons e bom para receber ensinamentos maus, dessa forma o homem nasceria vazio, esperando seu preenchimento de acordo com seu destino.

Poderíamos então tomar a s palavras do sábio Jean-Paul Charles Aymard Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980)filosofo existencialista:

“somos aquilo que fazemos do que fizeram de nós…”

Este pensamento reúne bem os dois extremos, o ambiente em que o homem vive, e o que o homem faz de si a partir deste ambiente, não isentando o homem de responsabilidades sobre a sua personalidade.

O ser humano se torna capaz de se adaptar tanto com o bom quanto o mal, segundo estudos do sociólogo alemão Georg Simmel (Berlim 1 de maio de 1858 — Estrasburgo, 28 de Setembro de 1918).

Esse processo acontece devido a teoria dos impulsos nervosos, que faz com que fatos cotidianos , como a violência, sejam amenizados, devido a seqüência de fatos, e dessa maneira o cérebro humano acaba se “acostumando¨”, e faz com este perca de certa forma, a indignação reativa sobre o fato, ou talvez seja necessária essa adaptação como instinto de sobrevivência psicológica na sociedade.

Do ponto de vista biológico o corpo é constituído de tronco , membros , e cabeça, mesmo que você tenha todos estes em perfeito estado , infelizmente na nossa atual sociedade não é o bastante, porque de alguma forma a vida social pede que você seja mais, você precisa ter um corpo mais magro, por exemplo, como impõe a mídia que monopoliza o pensamento humano.

Se faz necessário também um visual muitas vezes composto por roupas de marcas , grifes, também regras impostas pela mídia, que exibe cada vez mais corpos perfeitos, raridades se comparados a totalidade da população mundial, mas apenas estes, são enfatizados e tomados como exemplos, o que faz com que cada vez mais pessoas se submetam a todo tipo de situação que lhes pareça a oportunidade de estar no “padrão”, como em cirurgias plásticas nas quais arriscam suas vidas com o propósito de serem aceitas e dessa forma mais felizes.

Ainda existe implícito no homem a espiritualidade , onde esse situa a essência de todo o ser, e é onde o homem a mantém preservada , pois esta é livre de influencias do mundo externo.

Quando o homem deixa de lado seu espiritualismo, vive apenas mecanicamente, e infeliz , como podemos perceber através de estatísticas, que apontam um aumento de diagnósticos de depressão na população mundial, considerada a doença do século, talvez porque nunca antes o homem foi tão cobrado, tão tecnológico e em tempo algum precisou ser tão prático , móvel, transformável, fazendo-o perder uma parte de sua verdadeira essência, tendo de se adaptar para manter sua sobrevida.

Concluindo o ser – eu –se dá à partir do momento em que se consegue conciliar o ser individual e o ser social, isto é, viver harmoniosamente em sociedade, se respeitando e respeitando os direitos alheios , sem perder a individualidade e através de uma busca interior descobrir e preservar sua essência .

Ter o poder de discernir entre o que é bom pra si e o que é ruim, podendo controlar até que ponto a sociedade e o ambiente podem influenciar em sua personalidade.

Bibliografia:

FILOSOFANDO, INTRODUÇÃO Á FILOSOFIA ,MARIA LUCIA DE ARRUDA ARANHA , MARIA HELENA PIRES MARTINS

SITE: WWW.MUNDODOS FILOSOFOS .COM.BR

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